4.26.2010

PARTE III

Foi aí que decidi tomar partido: ter o amor dos sonhos? Ou buscar um sonho?

PARTE DOIS VERÍDICA DO LIVRO

II – eram três da tarde, tinha chego do inglês, liguei para dani, tocou várias vezes – odiava isso: ele esperava a música do toque chegar no refrão.
_oi
_oi, tudo bem?
_tudo sim – disse ele indiferente.
_hm, eu também estou bem! – falei sarcástica. Ele ficou mudo, em seguida falou sorrindo.
_que bom que estamos bem. o que aprontaremos hoje amor? - grande tentativa de descontrair o momento.
_não apronto. Mas você poderia vir aqui em casa, juntos podíamos assistir algum filme.
_só nós? É que eu combinei com o rafa, de bolarmos um teres hoje! – escutei aquilo lentamente, para compreender exatamente como foi dito.
_saia com ele então!
_certeza que você vai ficar brava! – nossa como ele é ingênuo!
É claro que eu fiquei brava, fiquei tão brava que terminamos o namoro naquele dia. Não me importava com as conseqüências, não dava a mínima pra elas. Minha cabeça estava girando, junto a ela tinha mais mil batidas do coração aceleradas de raiva. Não me perdoava por estar com alguém que não se importava comigo, que não queria estar só comigo. O nosso namoro para mim foi uma fria, da qual eu nunca deveria ter entrado. Muito bonito os momentos juntos, muito misericordiosos seus abraços, muito gostoso os beijos. Mas só, só isso eu queria levar daquele namoro.
Foi assim que meu namoro com o Dani acabou, conversamos muito depois desse dia, porem ele achou melhor terminarmos. ele confessou não dar atenção a mim, sua desculpa era que queria me ver feliz - já que ele não teria tanta capacidade para tal feito. depois desse dia já me passou muitos sentimentos: saudade, arrependimento, desconfiança, curiosidade, remorso e mais. Muito mais do que eu esperava. As noites eram muito silenciosas, a contemplação de sonhos alegres e saltitantes não era mais presente em minha vida, sonhos que me davam esperanças de viver o romance dos sonhos, sonhos apenas sonhos. Que não passaram de sonhos.
Hoje eu vivo obcecada pelo abstrato. Não sei por que mais me sinto presa ao nada. Eu não vivo mais sorrindo como antes, eu só quero responder as milhares de perguntas perdidas em meu consciente. Busco a cada dia reconhecer tais para respondê-las. Mas nem isso é possível, nem ao menos isso eu consigo. Vivo em um conflito permanente.
Daniel é uma pessoa única, eu não sei como ele está, não sei aonde está, não sei com quem está. Desejo muito saber dele. Quero fazer parte dele novamente. Mas quando filosofo um pouco, esta opção pára nas paredes do medo - medo de ser como antes.
Então, respiro profundamente e escolho deixar tudo como esta. Ele feliz e eu na agonia de uma felicidade desconhecida por mim – ainda.
Bolas pra frente, têm um destino a ser trilhado pela frente. Vou começar a praticar o ato da ignoração. Vou ignorar qualquer objeto, lembrança que me submeta a infelicidade.
Afinal um amor assim não é tão terrível e tão devastador que não possa ser esquecido.
III –
Acordei muito feliz hoje, prometi a mim que iria passar metade das horas feliz e a outra sorrindo. – um tanto quanto exagerado, só assim pra cumprir.
Cheguei na escola alguns minutos mais cedo, mas o suficiente para ver mais pessoas que o normal. Cumprimentei os de costume. Fui para sala com a Dora, melhor amiga que eles falam? Ela sempre foi muito querida comigo, me afastei dela quando estava namorando, mas já faziam dois meses dos quais nós não nos desgrudamos. Tinham também a Lilá e a Juãna, éramos um quarteto. Estávamos cada vez mais unidas. Segredo não existia no nosso vocabulário – rir, curtir. Quem sabe fizesse parte!
Dora estava lendo sobre vida após a morte, e nesta manhã ela estava me contando sobre algumas histórias verídicas sobre reencarnação. Eu nunca liguei pra isso, mas achava muito interessante aquelas coisas. Dora estava muito interessada no assunto, queria porque queria se encher daquele assunto.
Ela já tinha marcado uma reunião, em um destes centros. Ela pediu minha presença, até que eu concordei, mas tinha certeza, quase que absoluta que minha mãe não aprovaria isto – éramos muito firme na religião tradicional.
Estava aí um bom tema para eu me aventurar. No entanto dediquei meus neurônios a química, adoro cálculos.
O almoço já tinha passado e com ele passou também a lembrança da reunião com Dora.
Fiquei o dia inteiro em casa, assistindo a porcaria da televisão e comendo. Estava virando uma porca gorda, só sabia comer. Academia pra que? Se posso ficar em casa me deliciando com uma suculenta barra de chocolate? E caso acabe, tenho uma caixa de bombons ainda – aquela caixa!
Enfim, foi um dia muito improdutivo, tirando a reportagem que assisti não teve nada de marcante esta tarde. Eu já estava muito feliz com o meu desempenho, não me sentia aflita fazia dias. Estava começando a voltar a ser como antes. Meu coração estava desacelerando vagarosamente, comecei a me sentir livre do passado. Amém.
Após o dia inteiro ficar deitada, fui dormir. Afinal amanha seria um dia muito corrido e feliz, era dia das crianças e nós visitaríamos a creche, fantasiados de palhaços.
Algo muito estranho me aconteceu quando me deitei, as cortinas subiram muito com o vento lá de fora, junto com aquele assopro me veio um arrepio e tristeza, muita tristeza. Foi inexplicável. Fechei a janela depressa – credo não queria tomar opinião sobre aquilo.

4.19.2010

PARTE II

Já eram 22:00, minha mãe estava dormindo no sofá – ela sempre fazia, isso me irritava de um jeito... mas como eu também dormi ali, ignorei qualquer sentimento.
fui tomar um banho, esquecer um pouco os tantos pensamentos que me assombravam. Debaixo daquele chuveiro eu queria apenas relaxar, aquela água passando pelo meu corpo me deixou muito mais calma. Após aquele delicioso banho fui comer alguma coisa, não queria nada consistente, apenas um leite com chocolate em pó me satisfaria. Mas alguns minutos ali na cozinha fui para o meu quarto, estava totalmente perdida na minha própria casa, não tinha desejo de fazer nada, sentei na cadeira do computador. Queria parecer normal – como se fosse possível.
Então antes de ligar o computador, comecei a imaginar aquela multidão de pessoas falando comigo, querendo me ajudar, perguntando como estava, perguntando sobre minha vida – o ultimo assunto que gostaria de comentar. Estava me preparando psicologicamente para tal desafio - estava decorando as respostas.
Enfim, me analisei:
Uma jovem adolescente com quase 16 anos completos;
Cabelos castanhos, das pontas mais claras – estilo californiano, aparentemente seco;
Além de freqüentar a escola faço duas línguas estrangeiras: inglês e espanhol;
Participo de um grupo de jovens que buscam ajudar a sociedade;
Acredito muito em Deus, vou à igreja sempre, além de participar de encontros a parte com o grupo de jovens;
Tenho uma fé paralela à cristã e sou membro de um grupo de filosofia de vida;
Nos estudos procuro fazer tudo, me dedico fora de aula. Minhas notas são sempre as maiores da classe;
Eu tenho uma relação difícil com a minha mãe, brigamos muito, ela se irrita fácil. A discórdia aqui em casa é sempre causada por ela. Meu pai é sempre muito firme no que diz, sua opinião pra mim é sempre muito confiável. Sou filha única – fui muito paparicada, talvez um dos motivos pela inexperiência de vida. Digamos que tudo isso refletiu para o meu atual estado de vida – um eterno vazio.
Faço muitas coisas, minha agenda é sempre muito ocupada, busco minha felicidade em outros lugares. Sou rodeada de pessoas, tanto amigos quanto melhores amigos. Não tenho inimigos, nunca dei importância a isso, eles realmente não mudam em nada minha vida. a única coisa que eu quero pra mim agora é continuar minha rotina feliz, sem me arrepender de nada, nem ser torturada pelo passado. Afinal nunca tive problemas com a infelicidade, eu sempre fui alegre e espontânea, ninguém me imagina triste, passo o ar de uma pessoa infinitamente feliz.
Fazendo uma média de quantas vezes já sofri por alguém só me recordo do Daniel, meu antigo namorado. Nos conhecíamos faziam 7 meses, nos envolvemos por 5 e namoramos dois meses – os melhores. Aprendi muito com ele, ele se tornou meu oxigênio, tomou conta da minha vida.
Nosso relacionamento foi sempre muito limitado, minha família não concordava com uma menina de quinze anos estar namorando um garoto de dezessete, que ainda nem sabia que rumos tomaria depois do colegial. Nós se víamos só em casa – famoso namoro caseiro. Eu achava um tédio não poder sair com ele, porem ele sempre mostrava o lado bom das coisas - estaríamos a sós de intrometidos. O Dani é assim, não vê o lado negativo da situação, por mais enlouquecedora que fosse, ao seu lado era tudo muito fácil. Ele é um menino que quer apenas ser feliz, sua vida é muito na boa. Ele a leva surfando nos problemas e eu estava tentando acompanhar essa forma Bob marley de ver a vida. mas não deu - pra mim não deu.
Eu estava acabando com os meus planos para estar com ele, chegava atrasada nos meus compromissos, não estava tão ativa nas idéias e projetos, estava me afastando aos poucos. E ele? Ele queria mais é curtir sua fase rebelde dos dezessete anos.
Eu estava me sufocando com aquela situação, não queria me afastar daquele anjo, entretanto não estava disposta a esquecer o futuro que sonhei para mim... (+)

4.12.2010

PARTE I

Eu já estava começando a achar que eu não teria sorte no amor mesmo. Todos a minha volta me dizem que o problema não está em mim e sim nos possíveis pares perfeitos que cruzam minha vida. Alguns jugam me muito boa pra eles, mas prefiro usar o singular, para ele. E eu? Infelizmente, o considero perfeito dentre suas limitações.

Enfim, estava cansada demais para enxergar defeitos em quem algum dia já me fez muito feliz, então preferi esquecer esse assunto de azar. Fui me deitar no sofá, já que no meu quarto encontraria possíveis pontos de lembranças do passado. Ao passar pela cozinha me deparo com o ultimo presente ganho na páscoa, uma caixa de chocolate. Era chocolate branco, ela estava ali fazia mais de um mês e nunca passou pela minha cabeça saboreá-la mesmo dando a impressão de ser muito apetitosa. Eu não queria tocar naquilo, só vê-la já me passava sentimentos enfraquecedores pela cabeça, era como se passasse um filme de quando aquele presente foi comprado - ele foi retirado do mercado para ser entregue a uma namorada - mas não, o destino mudou tudo e o presente foi entregue a uma amiga. Eu não quero voltar ao passado, nem esconde-lo. Por tanto deixava a caixa ali, todos os dias ela se encontrava ali, intacta. teria que lutar contra esse passado. Então desviava meu olhar quando passava perto ou então a encarava com uma respiração profunda e esnobadora. Depois de passar por um dos locais mais sensíveis, me dirigi ao tão confortável sofá, minha perna já estava mole e meu olho piscando mais lento e cansado. Os passos pareciam maiores e vagarosos, meus pensamentos estavam vagos neste momento, apenas queria descansar – como se fosse possível.

Ao estar a um palmo do sofá maior, olho assustada para minha mãe, ela conseguiu o sofá antes de mim. Era só isso que me faltava, meu coração desacelerou de desgosto e eu fui incapaz de falar uma palavra, apenas virei-me e sentei no sofá menor ao lado. Eu não sei se eu estava com o corpo doendo ou era aquela sofá desconfortável, mas aquilo não poderia dizer nada, quem sabe era um sinal divino que dizia-me para não dormir, talvez estivesse passando algo cultural na televisão. Então pensando por esse lado, fui entusiasmada mudar de canal, mas não, realmente não era um sinal divino, as redes de televisão estão cada vez mais medíocres e inúteis, não passa nada cultural, legal, engraçado ou assistível.

Eu estava impaciente, esperando o nada. Queria logo ter algo bom pra me deixar feliz, só que isso nem se quer dava sinal de que iria acontecer. Então meu tempo passava - eu ali esperando o nada.

Eu não sei como, mas peguei no sono – para mais uma tortura. Estava eu, uma jovem adolescente sozinha - mais uma vez. Meu cabelo estava mais liso e macio que de costume, conforme o vento soprava em minha direção ele balançava e dava a mim um jeito muito mais atraente - sem falar que meu desejo de ter um cabelo comprido estava sendo realizado neste sonho. Meus olhos com um saliente delineador me davam uma aparência de mais velha, meu sorriso não era muito confortante. Meu figurino era típico de uma grande festa de gala - um longo vestido preto cheio de babados e mangas, detalhes com brilho, me sentia em um daqueles sonhos perfeitos. Por fim, estranhamente eu não estava em um campo bem distante e verde, eu estava no quarto do Dani – meu ex namorado. Eu estava sentada chorando, na verdade eu estava tendo cólicas de choro – eu que não sou de chorar.

Faltava-me o ar, meu coração estava partido, eu estava sem forças para chorar mas era tão involuntário que era impossível impedir. O delineador já tinha tomado conta do meu rosto, estava tão desapontada que não tinha ações, eu estava soluçando, naquele momento achava que nunca mais ia parar de chorar, minha vida não tinha sentido, eu não precisava viver naquelas condições, precisava de alguma coisa pra me completar, era tudo muito vago. O sonho começou a embaçar e eu acordei. Acordei assustada, foi tudo tão real. Passei a mão no olho para “enxugar” as milhares de lágrimas do sonho, por incrível que pareça eu estava com o olho molhado. Neste exato momento me arrepiei, meu coração acelerou, fiquei espantada com o fato e estava sem reação alguma, depois de alguns minutos, terminei de por os pensamentos no lugar – como se ficassem, e fui ver as horas... (+)

Bom, como todos leram é um história. um dia muito romantico meu, estava inspirada e comecei um livro... ele tem mais 3 partes, e esta tipo no começo do começo... ao longo do ano espero chegar na metade!
leiam, é interessante a história, vcs vão ver! (:

4.11.2010

faz muito tempo que eu nao posto no meu blog mesmo né?! deixei ele de lado depois que entrei no blog com as meninas: http://uuuntitled.blogspot.com/

hoje é dia 11 de abril, já se foram 1/4 do ano ;O e isso é mto! mas enfim, um dia comento mais sobre isso...
vou colocar aqui um textinho lindo @@

Tudo que meu coração pede é você. Tudo que meu corpo quer é você. É com você que eu quero brigar durante dois segundos. É por você que quero morrer de ciúmes. É com você que quero ser normal. Deixe-me ser imperfeita para você. Não quero ser alguém que se encaixe nos seus sonhos. Eu quero ser eu. Aceito ser imperfeita, não aceito ser incompleta. Você me completa. É…me completa, sabia? Mesmo quando eu quero a terra e você o mar. Porque quando você quer, eu quero também. Porque quando eu choro, você chora também. Porque quando você me quer, eu te quero mais. Porque eu sei que quando eu penso em você, você está pensando em mim. Porque você é a certeza de todas minhas incertezas.Porque fiz as pazes com o meu coração que me trouxe você, e fez tudo ficar infinito.
Ainda que eu quisesse… Ainda que eu pudesse, já não consigo voltar, porque tudo sem você é vazio, e absolutamente nada consegue ser colorido. (Danielle Means)